Medicina Forense
As pessoas perdem frequentemente cabelo. Estes cabelos podem ser transferidos para outras pessoas, objectos ou cenas de crime. A análise comparativa do cabelo contribui para fornecer provas em casos, uma vez que as propriedades do cabelo são diferentes de pessoa para pessoa.
As análises feitas em laboratórios forenses, do cabelo, baseiam-se em quatro fases:
1. Examinação preliminar: As provas são examinadas para ver se contêm cabelos. Por cada cabelo encontrado é feita uma análise para saber se é cabelo humano ou animal. Se for cabelo humano são feitas novas análises para determinar a origem do cabelo: cabeça, púbico, barba ou bigode ou cabelo das restantes partes do corpo.
2. Determinação morfológica das propriedades do cabelo: São distinguidas duas propriedades distintas:
· Propriedades gerais: Cor, comprimento, pigmentação, forma, etc.
· Propriedades especiais como tratamentos químicos sofridos pelo cabelo ou fenómenos causados por efeitos físicos.
3. São feitas comparações entre a amostra de cabelo encontrada na cena do crime e a amostra das vítimas ou suspeitos, etc. Estas análises são feitas com recurso ao microscópio.
4. Após a visualização microscópica das semelhanças ou diferenças entre os cabelos, chega-se a uma conclusão.
Para além desta examinação pode também recorrer-se ao DNA. Na raiz dos cabelos há uma enorme quantidade de DNA, o que permite fazer comparações entre vários cabelos, de forma a saber se pertencem ao mesmo individuo.
Assim, tanto através da examinação microscópica ou estudo do DNA, o cabelo tornou-se ao longo dos tempos um dos instrumentos essenciais para resolver investigações forenses, o que confere à medicina forense um enorme avanço tecnológico.
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